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Foto: Pedro Nossol

A toda a mulher lhe é digno o direito de libertar-se em pensamentos e atitudes, mostrando-se para o mundo em sua máxima beleza e esplendor. Não falo aqui meramente da beleza física, tão fugaz, momentânea e passageira. Falo da beleza da alma, do despir-se do corpo “matéria” e apresentar sua alma. Especialmente as mulheres brasileiras com sua pluralidade cultural e com tamanha diversidade de formas, contornos e cores.

Mas qual é o limite entre o mostra-se e o exibir-se?

Pergunto para os homens, vocês se lembram de quem estampava a capa da revista Playboy há um ano? Sei que a resposta é não, sabe por quê? “Por que foi só mais uma”.

Da mesma forma meninas que quando você apenas se “exibe” está apenas sendo mais uma. Mais uma bunda, mais um par de seios, mais um corpo desnudo e só.

Sem contar o fato de que muitas postam fotos de peitos e bundas com salmos bíblicos na legenda e ainda arrematam dizendo “blindada por Deus”. Não é apenas uma questão de mau gosto, é também um insulto à inteligência de quem vê.

A pergunta que faço é: o que fará no futuro? Como sabemos, a beleza tem prazo de validade e a lei da gravidade é implacável a todos. Quando estiver com 60 anos e seu corpo já não estiver com contornos tão vistosos, pelo que espera ser lembrada?

Volto então à questão chave, você quer mostrar-se ou apenas exibir-se? Se quiser mostrar-se apresente conteúdo. Instigue, questione, debata algum tema de forma construtiva. Mostrar-se é abrir-se para o mundo com suas ideias e opiniões, sempre com o devido respeito com os que não compartilham da mesma visão que você.

Mas se quer apenas exibir-se, pare de inventar artifícios para camuflar sua real intenção, pare de querer bancar a puritana e assuma seu lado mais primitivo e visceral de forma clara. Só lembre-se que tudo tem um preço e que a vida cobra a conta cedo ou tarde.